sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Agonias de uma noite fria..

Idéias embaralhadas nos pensamentos...
Alusões, onde o presente instante se confunde com os sonhos...
Sonhos que as vezes se confunde com os desejos ultrapassados por aquilo que ansiamos hoje...
Ando numa escuridão, aonde outrora a luz é algo que desconheço...
De tal forma que o passado parece se pagar a cada minuto que passa, apagando de mim a essência daquilo que fui um dia...
Saudade tenho do passado, que apesar do fardo, me faz pensar que tudo era mais leve e que a felicidade existia lá, quando não havia sentido pensar no destino e se deixar levar.
Nessas horas me lembro da seguinte frase: "SER FELIZ PRA SEMPRE DEVE SER UM SACO!"
Será que você sente aquilo que sinto?
Será que vive tudo na mesma intensidade, que entende meus gritos durante a madrugada?
Será que nota a solidão que tortura meu coração?
Será que eterniza cada tempo que parece estar parado de tão mágico que é?
Andando na contra-mão,
Sentido inverso sem direção,
Acreditando num mundo que um dia mal pude imaginar,
Será que você consegue voar e ver o quão imenso sinto o nosso mundo se reinventar?
Pensamentos apreensivos nocivos de tantos sentimentos que eu deixo extravasar, cada vez que olho com afinco o seu olhar, me levando a conhecer melhor a história da sua alma.
Será que você tem idéia de quão imenso é meu amor que eu não consigo um instante ter coragem de largar de ti e mesmo assim pensar em me partir, não tenho idéia do que seria minha vida amanhã sem ti.
Será que entende ou escuta os segredos das batidas do meu coração?
Será que me ama tanto assim, a tal ponto de viver a vida comigo, me amando sem fim?

Não importa o tempo, o importante é estarmos bem! Aqui, ali, atrás... tudo passa!
SEGREDOS
CONFISSÕES
RESPIRAÇÕES
SONHOS
COMPREENSÃO

FUGA > FORÇA = DESAPEGO

Até onde você vai sangrar, até aonde você quer chegar?
Perdida em meus sentimentos...
ESCURIDÃO
TREVAS
RUÍDOS
SUSSURROS
CRISES
LIXO!

(desenho dançando pra se libertar...)

Trancafiando qualquer tipo de emoção
BICHO ESCROTO! (desenho surrealista)
GUERREIRO DOS MOINHOS DE VENTO
"EU QUERO UM NIRVANA QUE ME FAÇA ESQUECER E ME CURAR DAS DORES DO MUNDO!!! NIRVANAAA...!!!"
Saudade é uma sede que nunca acaba, saudade desta menina! (eu)

[HELP ME!] >>> e passará ao amanhecer
ATÉ QUANDO?....
A felicidade escorre pelas nossas mãos... I'm sorry!
Don't cry my heart!
Hemorragia de pensamento + ressaca de sentimento = alivio
A bipolaridade da vida!
Pensamento vazio, coração cheio.
e todas as gaivotas voaram para o sul...

Fecho meus olhos, tudo que sinto é poesia, que me chegam aos ouvidos feito prantos vindo de uma alma que muito já viajou, tropeçou, e caiu...
Minhas dores do mundo cada dia mais extremas, tenho medo...
Fecho meus olhos, minha mente viaja...
TEMPO - PASSADO
TEMPO - IDADE MÉDIA
TEMPO - GUERRILHA
TEMPO - DESCOBERTO
TEMPO - ONDE ESTÁ
TEMPO - ILUSÓRIO
TEMPO - INVENTADO
TEMPO - CULPA
TEMPO - DÓI
TEMPO - ALEGRE
TEMPO - LIBERDADE
TEMPO - ETERNIZADO
TEMPO - THE END.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Acordes em MI maior e depois em TI menor...

Haverá vezes, como hoje, que minha vontade é sair por ai, parar num cruzamento e gritar... gritar as dores que sinto do mundo... Ao mesmo tempo em que meu grito acompanha um choro, um pranto que me arde o peito e não derrama lágrimas, que, eu possa fechar os olhos e paralisar cada instante que minha alma se completava... que eu pudesse paralisar cada sorriso, cada conquista, cada vez que meus olhos encontrava o seu, o dele, o dela, os nossos olhares perdidos... são marcas da vida que são difíceis de se apagar... não se apagam, se silenciam em ecos, sussurram lamentos e ganham vida em algum lugar do tempo que se deixara ser levados...

Haverá vezes, como hoje, que minha vontade é deitar em seu colo e sentir a paz, mas ao mesmo tempo em que fecho meus olhos acolhidos em seu afago, me recordo de tantas outras vezes que meu coração procurou no céu, o sol e encontrou em seu brilho, a paz... você faz meus dias cinzas ganhar cores... é quando eu lembro de tantas outras vezes que acreditei nos amores...

Haverá vezes, como hoje, que minha vontade é sair correndo e deixa tudo pra trás... que cada passo, cada prédio abandonado, cada estrada vazia, me traga no horizonte uma esperança de que amanhã será diferente... dificilmente é ficar parado e compreender cada mudança... pois as nuances da vida as vezes nos confunde e se perdem por medo... o medo que te traz a certeza que desta vez (talvez) pode dar certo, é quando você se atira e voa sem saber por onde... tudo é tão escuro!

Haverá vezes, como hoje, que minha vontade é me entregar ao pecado, fazer de tudo pra negar todos os sentimentos, tudo aquilo que prego, tudo aquilo que me corroí e que me assolam a meia noite do dia de amanhã, que foi ontem, daquelas insônias me sugam as energias durante o dia e faça sentir uma vontade frenética de fugir de casa, fugir de mim por um instante... te esquecer talvez, seja uma saída de desespero ou de negar “todo o seu amor e carinho”, são bipolaridades de humor que as vezes eu perco o controle, você consegue ter posse de suas emoções? Não, eu não consigo mandar nos meus sentimentos, eles tem vida própria...

Haverá vezes, como hoje, que minha vontade é tentar mais uma vez, dar chance ao novo, sair em busca de algo indefinido que me escapam por entre os dedos e te caçam... e depois me prende em você.

Haverá vezes, como hoje, que minha vontade é largar os lugares e, te abraçar no tempo sem me dispor de algo que não me presenteie mais e que eu tenha neste momento oportuno o desejo de me sentir completo em ti.

...e quando isso acontecer, como neste minuto, eu estarei aqui tentando aprender, buscando entender as nossas diferenças que me reviram o cobertor e tropeçam em meu travesseiro... e que me tragam ares límpidos invadindo meus pulmões e te façam entender que apesar da fuga, das dúvidas, das crises, do escudo estampado em mim, haverá uma flor desabrochando aquilo que desconheço e derramando perfume que transborda em meu olhar... será amor ou paixão? Você me tem em suas mãos...


Estranhos amores que vem e vão...

Estranhos amores que dão e tomam...

Estranhos amores que nos tiram o fôlego...

Estranhos amores que nos reviram a cabeça...

Estranhos amores que se perdem com o tempo...

Estrangeiros foram meus amores que entreguei a alma...

Estranhos meus amores passageiros...

Estranhos estrangeiros que partiram...


São dores da vida, marcas do passado, injustiças pré-concebidas do mundo que julgam sem enxergar duas almas que procuram sua metade perdida sem saber sua forma e cor. Bendito são os conceitos e conservações que dizem que o formal seja o único jeito de manter gêneros uniformes e fazem todos estarem em lugar algum... Cansei de lutar pelos imorais de causas perdidas, eu quero mesmo saber das mentiras que me ditam verdades... cada um sabe o fardo que tem! Eu sei dos meus valores, eu sei a sua cor, eu posso seguir o seu caminho, só me mostre como posso aprender a estar contigo em vezes como hoje... fora do eixo.


Haverá vezes,...

Haverá vozes,...

Haverá vidas,...

Eu vou fazer o seu coração sorrir de novo...!


You again...!


by Sambalhauskiti

In my heart...!

Aqui em meu coração...
há marcas do amor que eu não consigo deixar o vento levar,


Aqui em meu coração...
há vozes que me falam sobre as injustiças do mundo,


Aqui em meu coração...
há dores que me entorpecem na madrugada de ontem,


Aqui em meu coração...
há intuições que conectam a ti,


Aqui em meu coração...
há sensibilidade de ver o mundo com os seus olhos,


Aqui em meu coração...
há desejos incompreensíveis que eu não consigo negar...



In my heart...!


by Sambalhauskiti

sábado, 24 de setembro de 2011

Brincando de palavrear

Suspiros... ecos... e sussurros...
Exita em falar.... salta o ar... e depois tenta mais uma vez ao respirar...
A busca de algo que complete ao mesmo tempo que se sente leve...
Se já estais de braços abertos, por que não voa?

Volta... lembranças e memórias...
Pára Presente Agora!
Fecha os olhos... sonha, acorda... desperta?!
Fecha os olhos... sonha, acorda... persiste?!
Fecha os olhos... sonha, acorda... volta?!
Fecha os olhos... sonha, acorda... pra frente!
Segue em frente!
As voltas só fecham os ciclos,
Os desejos só te prende, então desapegue...
Toque... intocável... abstrato...

Embaralha o bara[u]lho na mente e mente, mas não joga o jogo! (fora?!)
NÃO É T[R]U[QUE]CO[NGELA] E NEM CHÁ[mate]... DREZ!
Só cartas! [com palavras embaralhadas]
Cartas escritas numa mente que não PÁRA
Cartas manuseadas sem ter razão
Cartas ditas pelo coração
Cartas mentidas pela sinceridade de ser
Cartas do ser in-consta-nte
Cartas perdidas no tempo
Cartas relidas na mutável saudade de sen-ti
Senti sou nada
Nada pode ser ninguém
O ninguém também é alguém
O alguém é um sicrano, beltrano e talvez o fulano ali também

Tudo é [i]mutável, nuance!
brincando de passar o tempo pra não pensar em você...
palavreando meus pensamentos!


by Sambalhauskiti

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Menina do Sorriso de Sol [Raios Solares I]

Era uma noite como outra qualquer, mas diferente de outras tantas vezes eu era um pássaro que havia saído de uma gaiola e respirava o que era liberdade, aquela que a gente se permite viver sem pensar no passado e no futuro, e foi naquele instante que meus olhos deram de encontro aquele brilho que me invadiam quando eu menos esperava...

Não,... não era uma noite qualquer, aquele dia Vênus decidiu aprontar comigo, então eu dancei a noite toda, eu me divertir a noite toda quando num instante, quando respirei e dei conta que o blues havia parado de tocar, ela veio com aquele seu batom vermelho e sorriu pra mim... e eu era uma espécie de bicho grilo que estava se escondendo...

Também não foi bem assim, não é uma história de "era uma vez" porque ainda estamos no começo da história, então não posso começar a escrever uma história sem um ponto final, mas posso falar do meio, do que vinha antes, do enigma e deixar que ademas aconteça por si só... então vou recomeçar a escrever o "começo".

Eu andava perdida por muito tempo, cansada de correr contra maré, e comecei a fazer aquilo que me dava prazer: conhecer pessoas, estar entre amigos, dançar e expressar aquilo que chamamos de "arte-ator". E uma dessas noites, eu tava dando bobeira, e depois de tanto estresse, eu partir para a diversão... enquanto eu bebia e dançava, meus olhos sempre davam de encontro ao dela... mas eu tão besta não saia do lugar, pensava "até parece que ela vai dar bola pra mim! E se ela tiver afim de outro alguém vou toma mais um fora, esta noite não vou me dar o luxo de perder tempo com essa busca que nunca acaba".

Assim passei a noite, a "admirar a menina", creio que é uma das poucas coisas que lembro ter feito naquela noite. Ai sim, alguém tinha que tomar uma atitude, e pelo visto não fui eu (risos), quando menos esperei ela estava ao meu lado, sorrindo e me olhando de uma forma que me dava frio na barriga... eu até tentava prestar atenção na sua amiga que conversava comigo, mas não entendia uma palavra... a lua e a menina mulher com aquele seu vestido florido, batom vermelho, olhos claros e cabelo de cachos loiros sorrindo pra mim me "hipopotizou" de uma tal forma que ela me ganhou do jeito mais barato e simples. Até porque uma hora tinha que escolher, encarar o seu sorriso e o seu olhar ou ainda tentar entender aquele monte de palavras que não entrava de jeito algum na minha cabeça que a amiga dela insistia em me dizer... Então encarei "olhos nos olhos" e ouvi "vamos dar uma volta", eu tão desengonçada aceitei ir pra qualquer lugar, creio que, se lá era um esconderijo, fomos buscar outro lugar pra nos esconder... e foi assim, me escondendo que a encontrei...

Vi o Cristo em cima de um prédio, via a lua sorrindo a noite inteira, via o dia amanhar feliz, Vênus cassoa de mim, via teu sorriso brilhar pra mim... tão simples, tão intenso e leve... voltei pra casa sonhando, ou dormindo mesmo ou imaginando o que havia passado comigo, agora alguém tinha que tomar uma atitude... dessa vez fui eu... esperei passar um dia pra ver se aquele encanto sumia, mas não encuquei com isso, na segunda-feira liguei para marca de nos encontra de novo...

A semana toda não tirava o sorriso dela da minha mente, sua voz rouca, seu jeito de me olhar... de tanto olhar o seu retrato e pensar no próximo encontro, notei uma mera semelhança, que o sol brilhava igual ao seu sorriso, e que toda vez que penso nela assim, o reflexo do seu sorriso surgia espontaneamente no meu, havia de chama-la de outra forma, e numa manhã ao abrir a janela pensei no brilho do sol e do sorriso da menina.

E no meu anseio, no encanto de te reencontrar que te chamei de "A Menina do Sorriso de Sol".

by A Menina do Piercing Falso

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Um novo "start" para Caos & Efeito

"Notei que havíamos chegado pois ela dera três passos a mais e mais rápidos que eu para se virar e dizer: minha casa. Naquele momento, era minha vida que descia calçada a baixo, o uso dos pronomes possessivos eram um pouco duros, azedos, ferrosos e agressivos, no entanto dignos, certos, justos e ausentes de mim. Foram poucos os pronomes possessivos, mas o bastante para que eu ficasse apenas fitando tudo o que os dedos da menina podiam apontar e a direção de tudo para onde suas sandálias se moviam. Contudo, eu estava vivo e forte naquele lugar dela, talvez mais do que devesse pois eu andava sozinho, e ninguém mais além de nós dois sabíamos que a misantropia milagreira nos contemplava, aliás, acabo por perceber que o não se dar conta da companhia era o fraco de Niilev, não conseguia premeditar. No fim, pestanejou, se voltou e sorriu do final do corredor daquilo que chamava de sua casa. Eu parti."
(Trecho do Conto de Niilev - Ad Diem (do lat. dia final do prazo) - L.M.N.)

domingo, 17 de julho de 2011

TEMPOS DE BLUES


Olá querida!
Cheguei neste instante em casa e você não estava,... não estava porque você era a minha fantasia, um personagem criado por mim e que eu representei como um milagre feito em mascara, você não esta em casa porque deixou de ser sonho para se tornar real, você não está aqui porque você não é um personagem ilusório, você é real e tão viva que não pode estar aqui apenas como uma imagem rabiscada em grafite pelos meus pensamento num papel.
Mas hoje não vim falar declarar o meu amor para você. Hoje vim te contar histórias, porém não são histórias que vovó me contou, não são conversas que ouvi nos bares dessa minha vida boêmia, não são notícias de jornais e nem uma peça de teatro, e muito menos irei resmungar sobre o meu cotidiano. Hoje vim te contar histórias do meu coração, vim te mostrar os gritos e lamentos que marcam essa minha frágil alma solitária.’
Pois é, você me esperou tanto porque demorei pra chegar e quando cheguei você partiu sem nos vermos. Este é o trem da vida, feito de partidas e regressos. O trem segue pelos trilhos com apenas um destino, eu tenho buscado o meu. Já faz quase 21 anos e eu ainda não cheguei na estação que você se achava. Tenho a impressão que quando você se achava eu me perdia. E assim, vou ficando como um cão sem dono que vagueia cada instante para mais longe de casa... Assim começo a minha história!
A primeira estação foi da infância, minha mãe me deixou um pouco depois que aprendi a andar de velotrol e meu pai tão príncipe se mudou depois que eu ganhei a minha primeira bicicleta. Ambos ausentes de cada riso e cada choro do meu dia a dia. Aprendi a lidar com a saudade e com a distância logo cedo, não tinha tempo para dizer “sinto sua falta” porque não sabia ao certo o que era isso, mas chorei muitas vezes desejando um abraço apertado. A vida era simples, sem muitas grandezas e sem muitas farturas na mesa, mas nunca me faltou o necessário, nunca me faltou amor. Pude ser criança todos os dias e às vezes penso que ainda sou...
Lembro que em casa tinha um cheiro de casa de vovó e que todo domingo vinha algum ente familiar nos visitar, não tínhamos muito que oferecer, aliás, só tínhamos um bom café fresco e uma boa companhia para compartilhar com estas pessoas queridas.
Durante a semana, acordava cedo com vitamina de abacate na cama, vestia o uniforme e calçava o meu simples sapato velho pra ir pra escola. Adorava ver as borboletas em tempos de primavera, desde o seu acasalamento, ao seu esconderijo no casulo até o seu nascimento entre flores de jasmim, elas sempre estavam comigo mesmo que eu estava sozinha na balança do parquinho da escola esperando a hora de ir embora. Gostava de ouvir os passarinhos assobiarem quando viam o sol nascer e em tempos de outono o mundo parecia mais misterioso e calado com as folhas amarelas caídas no chão. Os fins de tardes sempre tinham uma sensação de encantamento, como se houvesse uma magia que transformasse o dia em uma conquista acompanhada da noite que fazia a lua brilhar no céu. Tinha amigos que iam em casa depois do almoço e que compartilhava comigo um mundo fantástico meio “Lucas Silva & Silva” e “Anos Incríveis”, não havia preocupações apesar de ver as noites mal dormidas de quem me guardava todos os dias. Nos finais de semana era domingo legal no fantástico mundo da TV. E eu ainda durmo com os pés enrolado no cobertor do mesmo jeito que fazia quando era criança. São tantas lembranças infantis que não cabem tantas palavras para te contar.
Sei que depois mudei para TONTON Distante, pois descobri que a idéia de ter alguém que tanto amamos mais próxima não significa que ela esteja presente, logo a saudade e a distancia continuaram comigo. E a vida apesar de parecer mudada, continuava simples e humilde. Conheci outras crianças que cresceram comigo, que brincavam das mesmas brincadeiras de tempos que não são mais como as de hoje. Crianças que cresceram tão puras que deram o seu primeiro beijo aos seus 12 anos brincando de verdade e desafio e que depois ficavam de castigo porque a mãe não deixava namora antes do tempo. Porque naquele tempo havia tempo pra tudo e hoje não há tempo pra nada...
Fui parar em outra estação. Na terceira parada sentido norte, a gente vai crescendo e vai vendo o mundo se transformar aos 13 anos como um arco-íris que nasce com o sol depois da chuva. A gente aprende a se virar, começa pela arrumação da cama, depois o larvar da roupa e da louça, ai vai pros vidros da janela e o chão da casa que tem que estarem vibrantes, e por fim o fogão e as panelas pra aprender a fazer pelo menos um pão com ovo. Sem contar que os tempos de colégio eram os melhores e ao mesmo tempo confusos e perturbados aos 16 anos, a formação de personalidade fica mais intensa e a gente busca se familiarizar com pessoas que sejam parecidas com a nossa identidade, que complete algo que nos falte, como arroz e feijão, futebol e botão, toalha e roupão e com tudo isso a paixão que quando não correspondida vira depressão, ai ninguém entende e começa toda uma falação e tudo que nos sobra é um NÂO bem grande dizendo o que é proibido em tempos que ultrapassou a ditadura. Sim meu amor, briguei e chorei muito, acertei e errei muito, assim a gente começa a deixar de ser criança, vai alimentando a esperança e viramos meio traquinas, pois não é criança e nem gente grande. Foi deste princípio que me tornei um ponto de interrogação, deixei de ter um nome para ganhar outro, guardei minhas fantasias para criar sonhos, voei pela ilusão e no fim cai na contramão. Quando notei que havia tanta confusão acordei para uma outra realidade e neguei durante um tempo, depois assumi pra mim os meus segredos e me entreguei as minhas paixões, fui roubada por um amor bandido e no decorrer dos tempos cai nos teus braços e conheci o que pode se chamar amor de verdade, amor pra vida toda.
E hoje depois de ter passados por muitas instabilidades entre curvas e sentidos, chego em outra estação. Deixo passar por aqui a nossa história que cabe apenas a nós. Noto que o passado não está presente e que tempo é para construir uma estrada infinita, pois o trem mudou a rotação e os ventos mudaram para o Sul, tenho que pegar minhas malas e seguir adiante para algum lugar em busca de... em busca de algum lugar que eu possa te encontrar mais uma vez. Já peguei as chaves de casa e guardei no bolso interno do lado esquerdo do peito. Vou partindo a pé por essas estradas que parecem desertas e ficando na distancia que fica mais perto do horizonte, enquanto a saudade é a única que segura as minhas mãos dentro das malas que carrego por toda a vida.

By Sambalhauskiti
21 de Maio de 2011.